domingo, 17 de dezembro de 2017

Quem você tem ouvido?

EXISTE UMA PARTE ESCONDIDA NESSA POSTAGEM, ENCONTRE-A ;)
  Qualquer um que já assistiu desenhos conhece uma variável da imagem acima, muitos que nunca viram já ouviram a respeito. inegável é que todos vivemos assim, com duas vozes sussurrando em nossos ouvidos.
  Não necessariamente um anjo, gostaria de apresentá-los a um grande amigo, que mesmo que eu não mereça está sempre ali, sussurrando, conhecido principalmente como Espírito Santo, como Consolador, alguns o confundem com a consciência, e para os menos familiarizados é confusão é comum. Do outro lado sim, é mais provável que seja um anjo, um daqueles 1/3 que "resolveu mudar de ares" já a muito tempo.
  Diferente do que sempre se enfatiza quando essa questão é abordada, não vou falar de um dizendo para você ser bonzinho e ajudar o próximo e o outro dizendo para você mandar tudo às favas e buscar seus interesses, normalmente nem é ele que fala isso, são nossos próprios desejos que fazem isso.
  A conversa que normalmente ocorre é sobre o que você deve sentir: Se você pegar um livro dos mais bacanas chamado Bíblia você vai ver o quanto Deus demonstra seu amor por nós, apesar de não merecermos, ele nos dá cada novo dia e o passamos reclamando do calor (inclusive fiz isso nos últimos dias sem parar) ele nos dá saúde e a jogamos fora por diversos motivos... enfim, gratidão está em falta.
  É fato que somos, falando por mim, e duvido muito que esteja sozinho nessa, insatisfeitos e conformados, não gostamos da nossa situação, quanto mais temos menos valor damos ao que recebemos e, ao mesmo tempo, não fazemos nada, realmente, para mudarmos nossa situação.
  Mas também não é sobre isso que quero falar. <- aqui="" font="">
  Não sei exatamente como abordar o assunto, mas o fato é: Deus não acusa, o acusador é o outro, se acusações tem chegado a sua mente (e não confunda acusação com repreensão/correção), rejeite, busque um relacionamento com o Espirito Santo e esteja sensível a Ele, quando Ele falar você vai saber que aquilo não vem de você.

[Opinião] A Longa Marcha - Stephen King

Editora: Então, esse livro só pode ser encontrado na coletânea Os Livros de Bachman, que pode ser comprada pelo valor de um coração no mercado negro ou, como eu fiz, encontrar alguém que tenha o e-book, que foi traduzido e publicado pelo pessoal do site LeLivros e também disponibilizado no mesmo.

N° de Páginas: 244

Sinopse:
  Em um futuro próximo, onde os Estados Unidos se tornou um estado militar, cem garotos são selecionados para uma competição anual, onde o vencedor é premiado com o que ele desejar, para o resto de sua vida. As regras são simples: manter um ritmo de marcha constante, de seis quilômetros por hora, sem parar. Três advertências, e você está fora, permanentemente.

Opinião:
  Conheço o King já a algum tempo, ele figura entre os autores dos quais quero ler tudo, tanto que já tenho todos (exceto alguns pré-Carrie) os livros dele, grande parte em e-book, mas enfim. Apesar disso e do fato de esse ser o vigésimo livro que leio do autor, ele foi o primeiro que li que ele escreveu sob o pseudônimo Richard Bachman, pseudônimo que ele criou para poder publicar livros que ele escreveu antes de Carrie, seu primeiro publicado.
  Os livros escritos sob esse pseudônimo, segundo Lisa Rogak (que escreveu a biografia intitulada Coração Assombrado, publicada aqui pela Darkside Books), são caracterizados pelos finais que acabam com a esperança de quem está lendo, finais desesperadores e nenhum pouco felizes (Claro, porque o final de O Cemitério é muiiito feliz), o autor o escolheu de forma bastante interessante, forma essa que é narrada na biografia já mencionada e, não tenho certeza mas, acredito que também no não-ficção Sobre a Escrita, e adotado para que o mercado não saturasse de livros do mesmo autor, inclusive eram publicados por uma editora diferente da que publicava o autor com seu verdadeiro nome.
  Enfim, falando do livro, ele alcançou, com louvor, a posição de pior coisa que já li do autor, e os motivos são vários, tantos que vou fazer em forma de lista aqui.

  1. A ideia é ridícula: Nenhum governo do mundo chegaria ao extremo de fazer uma maratona onde 100 jovens correm até a morte, nem o presidente Snow concordaria com isso.
  2. Personagens irreais: Para complementar o primeiro ponto, como se não fosse absurdo o suficiente o governo autorizar, ou melhor, organizar, esse absurdo os 100 jovens são, pasmem, voluntários, mesmo sabendo que apenas um deles, na melhor das hipóteses, sairá vivo. Pior ainda, recebem apoio da família e das pessoas de seu convívio.
  3. Situações impossíveis: Os personagens, que já concordamos que são irreais e nem um pouco convincentes, passam dias, isso mesmo DIAS caminhando em uma velocidade constante de, pelo menos, seis quilômetros por hora, e fazem isso mesmo enquanto dormem.
  4. Recuperações milagrosas: Alguns personagens estão a beira da morte por esgotamento (inclusive o protagonista) e no capítulo seguinte é como se tivessem acabado de começar a caminhada.
  Acho que já é o suficiente, já disse que esse livro pode ser encontrado em um site, e unicamente nele, praticamente, pois foi traduzido pelo pessoal do mesmo, mas foi digitado as pressas, de qualquer forma, e não passou por nenhuma forma de revisão, aparentemente, existem passagens com erros absurdos, alguns acredito que sejam problemas de fragmentação do arquivo (como palavras cortadas troca de "m" por "rn" de letras por números) mas alguns são erros "comuns" ("mas" para "mais", "n" no lugar de "m" "s" onde não existe, esse tipo de coisa)
  Em suma, é um livro ruim, daqueles que quando a gente pensa "será que é melhor ter uma edição cagada do que nenhuma edição?" chegamos a conclusão de que seria melhor que o livro nunca viesse para o Brasil, ficaríamos na expectativa mas pelo menos não perderíamos tempo lendo ele.


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Degraus



  Já dizia Miley Cyrus antes do despirocamento: There's aways gonna be another mountain.
  Achei que tinha chegado ao topo da escada, mas descobri com uma curva que aquele era só o fim do primeiro lance, não sei quantos são, mas algo me diz que é muito mais do que imagino.
  Os novos degraus são grandes, parecem ser intransponíveis, estou agarrado a um deles, mas parece ser revestido de porcelana lisa, inclinada, e minhas mãos estão suadas.
  Katniss já dizia: Alguns passos você precisa dar sozinho, talvez isso seja o que mais me assusta no momento, sei onde preciso ir, sei onde devo pisar, mas sei também que ninguém pode fazer isso por mim.
  Já disse e repito, crescer dói, principalmente se você adiou o processo até não poder mais, correr atrás do tempo perdido, avançar em um mês o que devia ter avançado em um ano... não é simples, empurrar os problemas com a barriga sempre vai deixá-los a nossa frente, sentar no degrau só vai te ensinar que você nunca vai sair do lugar se continuar sentado.
  A vida é conservadora, adepta das coisas mais antigas, sua escada não é rolante, exige esforço, e nem sempre existe uma grande recompensa, provavelmente só outro lance de escada, e assim vai, até chegarmos onde precisamos. O fim da escada? Talvez, mas depois de nós alguém continuará subindo, a escada nunca termina, nós é que terminamos.


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

[Opinião] O Xará - Jhumpa Lahiri

Compre pela Amazon e ajude a manter o blog
Editora: Biblioteca Azul (edição exclusiva TAG Experiências Literárias)

N° de Páginas: 336

Quote:

  O rosto se transforma; Ashoke nunca viu uma coisa mais perfeita. Imagina a si mesmo como uma personagem escura, granulada, borrada. Como um pai para seu filho. Outra vez ele pensa na noite em que quase morreu, a lembrança dessas horas que lhe marcaram para sempre tremula e desaparece em sua mente. Ser resgatado das ferragens daquele trem foi o primeiro milagre de sua vida. Porém aqui, agora, repousando em seus braços, pesando quase nada, mas mudando tudo, está o segundo."

Sinopse:
  Gógol Ganguli tem nome russo, sobrenome indiano e um espírito dividido. Filho de imigrantes begalis que vivem nos Estados Unidos, enfrenta desde criança a crise típica de um tempo de fronteiras instáveis e vidas em trânsito: a de não se reconhecer em nenhuma cultura ou lugar.
  Em meio a um constante conflito entre diferentes modos de vida - retratados na educação, na relação com os pais, na vida profissional -, Gógol Ganguli vai buscar no embate com o próprio nome e nas relações amorosas um espelho no qual possa descobrir quem realmente é.

Opinião:
  Já falei aqui no blog sobre minha assinatura da TAG, queria me associar mas ficava postergando, quando vi que a curadora do mês de fevereiro (longínquo inicio de ano) seria (foi, no caso) Martha Medeiros resolvi me associar de vez, e o livro escolhido pela minha querida gaúcha foi esse.
  Esse foi, salvo engano, o primeiro livro de autor indiano que li na vida, e consequentemente, meu primeiro contato "mais próximo" com a cultura do país, e eu adorei.
  É até difícil falar desse livro, mesmo se eu tivesse lido ele recentemente, o que não é o caso, felizmente é um livro marcante, e me lembro bem dele.
  Enfim, qual é o plot da história? Temos um casal indiano que se muda para os EUA para que o marido possa trabalhar como professor naquele país, lá eles tem um filho, que é o nosso protagonista, apesar de eu ter me identificado e torcido pelo pai, Ashoke.
"Ele volta para o Globe, ainda andando de um lado para o outro enquanto lê. Um leve mancar faz o pé direito arrastar-se quase imperceptivelmente a cada passo. Desde a infância ele tem o hábito e a capacidade de ler enquanto anda, segurando um livro na mão a caminho da escola, de um cômodo para o outro na casa de três andares dos pais em Alipore, ou enquanto subia e descia as escadas de argila vermelha. Nada o tirava da leitura. Nada o distraía. Nada o fazia tropeçar. Na adolescência leu toda a obra de Dickens. Leu autores mais novos também, Graham Greene e Somerset Maugham, todos comprados em sua banca favorita na rua College, com dinheiro que ganhava no pujo. Mas ele gostava dos russos mais que tudo.[...] Uma vez, um jovem primo tentou imitá-lo, caiu da escada de argila vermelha na casa de Ashoke e quebrou um braço. A mão de Ashoke sempre esteve convencida de que seu filho mais velho seria atropelado por um ônibus ou um bonde, com o nariz enterrado em Guerra e Paz. Que ele estaria lendo um liro no momento de sua morte."
  Também tenho o costume de ler enquanto caminho.
  Enfim, na cultura bengali é comum que as crianças recebam dois nomes, um "nome bom" que é o nome oficial, que constará no documento, e um "nome de criação" que é um apelido carinhoso pelo qual ele será chamado dentro da família, e apenas dentro da família. A cultura deles também valoriza e respeita muito os patriarcas e matriarcas da família (temos muito que aprender com eles) e mesmo vivendo nos Estados Unidos o casal Gaguli estava esperando uma carta da avó de um deles (tenho quase certeza que dele, mas minha memória já está meio balançada) com o "nome bom" que ela escolheu para o bebê que estava pra chegar, o nome de criação já estava escolhido, Gógol, em homenagem ao autor favorito do pai do menino, que tem toda uma história que o une aos escritos do russo, muito bacana e tocante, o livro valeria só por ela... mas a carta se perde no trânsito, e quando resolvem que o nome deverá ser dito por telefone já que não daria tempo de outra carta ser enviada... a dita avó morre.
  O que resta é batizar o menino com o "nome de criação" e esse é só o primeiro problema na tentativa de manter a tradição de seus antepassados.
  O tema principal do livro é, sem margem para questionamentos, a questão da identidade de cada um, o que define você? Seu lugar de nascimento? Sua educação escolar? Seus antepassados? Aprendi recentemente que não é nada disso, mas esse é um assunto para outro momento, mas uma coisa ainda acredito, deve-se ter respeito pelas suas raízes, coisa que nosso personagem não tem muita, mas também precisamos ver o lado dele, está em um tempo e uma terra diferente, que contrasta drasticamente com os costumes e a cultura de seus pais, que também falham em deixar que seu filho siga sua vida e encontre seu lugar no mundo.
  A escrita da autora é de uma delicadeza ímpar, não é a mais fluida do mundo, o livro demora pra passar, mas não por ser maçante, longe disso, é uma leitura que clama ser saboreada, que convida o leitor a refletir, criar empatia, coisa fácil nesse caso, os personagens são magistralmente desenvolvidos e vívidos, a autora é extremamente convincente.
  Em suma, é um livro envolvente, daqueles que te agarram e que te introduzem na história como poucos fazem, te faz rir com e dos personagens, e também te faz chorar... muito... várias vezes. e sobre o final, não quero estragar a leitura de ninguém, mas dá um dorzinha no coração, um sentimento de foi tudo em vão, é isso, essa é a vida, dura e cruel. Ele é melancólico, mas sem ser pedante, ele não é forçado, é extremamente sensível e cru.
  Sobre a edição da TAG nem tem o que falar, certo? Revisão perfeita, capa caprichada (e dura) diagramação extremamente agradável e autógrafo na folha de rosto XD

Eu sei o que vocês estão pensando, não é só a escrita da mulher que é linda

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Percebi


  É sabido que sempre existe o dia mal.
  Não é esse meu caso, hoje!
  Estou em um processo, todos estamos, por mais que neguemos ou não percebamos.
  Meu processo está sendo de amadurecimento.


  Percebi que o caminho percorrido não se compara a trilha à frente.
  Percebi que não sou tão bom quanto acreditava.
  Percebi que há muita verdade sendo dita, mas muito mais sendo retida.
  Percebi que quase nunca os olhos concordam com a boca, e que os olhos costumam ser mais sinceros.
  Percebi que a sanidade nunca está em 100% e que a bonança nunca dura para sempre.
  Percebi que crescer dói, não fisicamente, mas emocionalmente.
  Percebi que o que eu achava ser rocha, era areia.
  Percebi que não acredito mais em elogios, mas as vezes acredito.
  Percebi que é fácil se iludir, difícil é identificar quando o está fazendo.
  Percebi que tudo que percebi pode estar errado.

  Percebi-me dependente de afirmações alheias.
  Percebi que não confio em mim mesmo.
  Percebi que preciso de desintoxicação.
  Percebi que toda a desconfiança pode ser só coisa da minha cabeça.
  Mas pode não ser.
  Percebi que mesmo assim tenho com quem contar.
  Percebi que há algo maior em que me apoiar.
  Percebi que sempre fui meio paranoico.
  Percebi que é hora de mudar.




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